Ler rótulos, um hábito saudável

Alimentos podem se tornar tão desconhecidos quanto alienígenas quando você decide seguir o veganismo. Dá uma sensação estranha descobrir que você não conhece quase nada do que está na lista de ingredientes da maioria das coisas que você come, não é mesmo? 

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Mas não entre em pânico, não estamos falando aqui sobre aprender um novo idioma. Em uma semana você terá alcançado a graduação de bacharel em Leitura de Rótulos. E ao final do mês já poderá adicionar outro título à sua certificação: mestre em Leitura Dinâmica de Rótulos! Quem segue o veganismo consegue ler rótulos a uma velocidade impressionante, é quase um superpoder. Mas vamos te revelar um pequeno segredo: isso acontece porque nós sabemos exatamente o que estamos procurando… 

Abaixo damos algumas dicas que vão fazer você jogar itens dentro do seu carrinho de compras com segurança. Mas antes, um mantra para decorar: “sempre que a dúvida pintar, o melhor a fazer é evitar”. 

SIX TIPS FOR READING LABELS AND DECiphering NON-VEGAN INGREDIENTS 

1. Is it written vegan / vegan (or “vegan”) on the packaging? 

There has never been a better time to try veganism. There are more vegan options than ever before and many companies make your life easier by applying “time” on packages. But not everything that is vegan SAYS that it is vegan. So if you look like vegan but don’t make that clear, move on to the second tip. 

2. Is it written that the product is vegetarian? 

Muitas embalagens indicam se o produto é vegetariano, então a primeira coisa a fazer é buscar essa informação. Quando diz que é vegetariano, você vai precisar passar a lupa na lista de ingredientes para ter certeza de que é vegano. 

Por lei, as empresas precisam obrigatoriamente especificar no rótulo quais alérgenos estão contidos no produto, escritos em negrito e letras maiúculas, como abaixo:  

ALÉRGICOS: CONTÉM… (lista a presença direta de ingredientes alérgenos e não veganos) 

If you find a non-vegan ingredient on the allergen list (eggs, milk, whey and casein are the most common) then you can conclude that this product is not vegan. If none of these items are on the allergen list for a product that claims to be vegetarian, it is likely that it is also vegan – but it’s always a good idea to scan the full list of ingredients first! 

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3. Common “non-vegan” ingredients 

Além de ovos e leite, existem subprodutos derivados deles e outros ingredientes não veganos pouco conhecidos que você precisa saber a respeito: 

  • Caseína – uma proteína do leite de origem animal 
  • Caseinato de cálcio e sódio – é uma das várias proteínas do leite derivadas da caseína no leite desnatado e a 1%. 
  • Lactose – um açúcar do leite (não confundir com o ácido lático que é quase sempre vegano) 
  • Lactosoro – é um subproduto líquido obtido no processo de fabricação do queijo  
  • Lactitol – trata-se de um álcool de açúcar derivado da lactose, usado como adoçante e com propriedades laxantes 
  • Lactoalbumina – é a albumina contida no leite e obtida do soro de leite 
  • Beta-lactoglobulina – é a proteína presente em maior quantidade no soro de leite bovino 
  • Whey – proteína do soro do leite, está presente em muitos produtos como batatas fritas 
  • Colágeno – retirado da pele, ossos e tecido conjuntivo de animais (vacas, galinhas, porcos, peixes) é usado em cosméticos 
  • Elastina – encontrado nos ligamentos do pescoço e aorta de vacas, similar ao colágeno 
  • Queratina – retirado da pele, ossos e tecido conjuntivo de animais (vacas, galinhas, porcos, peixes) 
  • Gelatina – obtida da fervura da pele, tendões, ligamentos e/ou ossos (porcos e vacas), para ser usado em jelly, doces mastigáveis, bolos e vitaminas (nas cápsulas ou para revestir comprimidos)  
  • Aspic – alternativa industrial à gelatina, feito de carne clarificada, peixe ou caldo de legumes com gelatina 
  • Banha de porco – gordura animal 
  • Sebo bovino – gordura animal 
  • Shellac – goma-laca, resina obtida a partir de corpos de insetos fêmea da espécie Tachardia lacca  
  • Mel – comida feita por abelhas, para abelhas 
  • Própolis – usado pelas abelhas na construção de sua colônia 
  • Geléia real – substância secretada pelas abelhas operárias e que serve de alimento para a abelha rainha 
  • Vitamina D3 – feita a partir de óleo de fígado de bacalhau, utilizado em cremes, loções e outros cosméticos 
  • Albumina/albus – retirada da clara de ovos (geralmente) 
  • Ovoglobumina – retirado da gema de ovos 
  • Lisozima – enzima presente em abundância nas claras de ovos 
  • Isinglass/ictiocola – uma “cola” obtida a partir da bexiga de peixes e usada para clarificar vinhos e cervejas 
  • Óleo de fígado de bacalhau – utilizado em cremes lubrificantes, loções, cosméticos, vitaminas e suplementos 
  • Pepsina – enzima digestiva obtida do estômago de porcos, é um agente de coagulação utilizado em vitaminas 

*Apenas identificamos aqui os ingredientes que podem ser desconhecidos para participantes do Veganuary. 

3. E + números  

Aditivos alimentares têm que ser declarados em listas de ingredientes por meio de códigos internacionais iniciados com a letra E + números. Por exemplo: E120 (que é um colorante comestível feito a partir de insetos esmagados). Hum… deu água na boca, só que não! Para nossa sorte, a lista desses aditivos que não são veganos é bem enxuta. 

 4. “May contain …”   

Se o produto que você tem em mãos parece ser vegano, mas no rótulo tem os dizeres “pode conter (leite) ou traços de (leite)”, entre outros, pode ser que você se sinta confuso… afinal é ou não é? 

Esse alerta é obrigatório para todos os produtos feitos em fábricas que trabalham com ingredientes alergênicos no mesmo maquinário. Isso não necessariamente desqualifica o produto de ser vegano – apenas indica que pode haver contaminação cruzada com outros ingredientes (de origem animal ou não). Se você tem alergias a certos ingredientes, cuidado extra! 

Como quase todo alimento alérgeno está presente em produtos de origem animal, você pode encontrar alertas sobre leite, ovos e mesmo frutos do mar em produtos que, de outra forma, você acharia que eram veganos.  

5. Things to be alert … 

  • Um produto “zero lactose” não significa, necessariamente, que é vegano. Por exemplo, alguns bolos em pó podem conter leite de vaca sem lactose e/ou conter ovos. Sempre verifique os ingredientes! 
  • Glicerina/glicerol, ácido lático, mono e diglicerídeos de ácidos graxos, assim como ácido esteárico, podem ser subprodutos de gorduras vindas de matadouros, mas também pode ser veganos. Se forem derivados de plantas, relaxe, isso estará descrito no rótulo.  
  • In the USA, some white sugar refining factories use charred animal bones in the process, but the chances of this happening in Brazil are almost nonexistent. Find out more here. 

6. Talk to the manufacturer 

Se você passou por esta lista e continua inseguro para saber se alguma coisa é vegana ou não, contate o fabricante.  

DICA: Seja específico. Se você perguntar apenas “isto é vegano?”, muitas vezes eles vão preferir ficar na zona de conforto e apenas responder que não. Uma boa pergunta é “eu notei que este item não está listado como vegano, mas não existe nada muito óbvio que não seja vegano entre seus ingredientes… você poderia me confirmar o que não o qualifica? Por exemplo, contaminação cruzada durante a produção ou ingredientes de origem animal? Você terá mais chances de obter respostas detalhadas.  

Finally … how about using technology? Apps read labels and decipher ingredients 

Instantly find information about products and ingredients of animal origin used by the food industry with these apps.   

Scanner leitor de códigos, biblioteca de receitas e mecanismos de busca pra você identificar rapidamente produtos que estão na vibe da sua dieta vegana. 

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