Veganismo e diabetes tipo 2

Forma mais comum, o diabetes tipo 2 representa mais de 90% dos casos da doença em todo o mundo, mas estudos mostram que o veganismo reduz significativamente as chances de desenvolver a doença.

O veganismo pode contribuir para taxas mais baixas de glicose no sangue contribuindo para a redução e prevenção do diabetes tipo 2.
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Estudos mostram que uma dieta vegana pode reduzir o risco de desenvolver o diabetes tipo 2.

O diabetes é uma das condições globais que cresce mais rapidamente e coloca uma carga enorme sobre os indivíduos e os serviços de saúde. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, em 2019 existiam no país mais de 13 milhões de pessoas sofrendo com a doença.

E o diabetes tipo 2 também está se tornando cada vez mais comum em jovens adultos e até crianças. Os números, alarmantes, confirmam que o diabetes tipo 2 é um dos maiores desafios de saúde enfrentado por vários países atualmente. Além de ser uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo ocidental, pois o diabetes tipo 2 pode levar à complicações vasculares causando doenças cardíacas, amputações de membros, úlceras nos pés, disfunção erétil, insuficiência renal, problemas de visão ocular e até cegueira. A expectativa de vida de um diabético é, em média, dez anos menor do que a de um não diabético.

Como o veganismo pode ajudar?

Um amplo estudo prospectivo, o Adventist Health Study 2, mediu as taxas de diabetes em veganos. Depois de dois anos de acompanhamento, foi descoberto que esta categoria de indivíduos tem 60% menos chances de desenvolver a doença do que os não veganos. As taxas mais baixas de diabetes em vegetarianos, e especialmente em veganos, foram comentadas pelos autores do estudo:

“Frutas e vegetais podem contribuir para uma diminuição da incidência de diabetes tipo 2 através de sua baixa densidade energética, baixa carga glicêmica e alto conteúdo de fibras e macronutrientes. Outras características da dieta vegetariana são grãos integrais e leguminosas. Estes alimentos têm demonstrado melhorar o controle glicêmico, diminuir a taxa de absorção de carboidratos e o risco de diabetes”.

Um estudo transversal do Adventist Health Study-2 mostrou que os veganos têm uma taxa de diabetes 68% menor do que os não veganos. Diversos ensaios clínicos atuais mostram que uma dieta vegetariana, e principalmente vegana, ajuda a reduzir o peso corporal, baixar o nível de açúcar no sangue e melhorar outros parâmetros para o diabetes tipo 2.

De acordo com a Diabetes UK do Reino Unido:

“Alimentos à base de plantas, particularmente frutas e vegetais, nozes, leguminosas e sementes, têm demonstrado ajudar no tratamento de muitas doenças crônicas e estão frequentemente associados a taxas reduzidas de diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol e câncer”.

Ou seja, o veganismo contribui efetivamente no controle e redução dos riscos associados ao diabetes tipo 2.

A IMPORTÂNCIA De umA DIETA VEGANA DE ALTA QUALIDADE

Uma análise de três grandes testes da Universidade de Harvard em 2016 concluiu que “dietas à base de plantas, especialmente quando ricas em alimentos vegetais de alta qualidade, estão associadas a um risco substancialmente menor de desenvolvimento do diabetes tipo 2” (1). Muito importante notar que, no que diz respeito à saúde, “o consumo de uma dieta vegana rica em alimentos vegetais menos saudáveis foi associado a um risco 16% maior de diabetes”. Portanto, para a saúde, é importante seguir uma dieta vegana integral e de qualidade para a prevenção do diabetes tipo 2.

Pesquisadores das universidades de Oxford e Pequim afirmaram que, em uma população de ½ milhões de chineses, “um maior consumo de frutas frescas estava associado a um risco significativamente menor de diabetes e, entre os indivíduos diabéticos, menor risco de morte e desenvolvimento de complicações vasculares importantes”. (2)

Fontes:

(1) Satija A, Bhupathiraju SN, Rimm EB, et al. Padrões dietéticos baseados em plantas e Incidência de Diabetes Tipo 2 em Homens e Mulheres dos EUA: Resultados de Três Estudos Prospectivos de Coorte. Moore SC, ed. PLoS Medicine. 2016;13(6):e1002039. doi:10.1371/journal.pmed.1002039.

(2) Du H, Li L, Bennett D, et al. Consumo de frutas frescas em relação ao diabetes incidente e complicações vasculares diabéticas: Um estudo prospectivo de 7 anos com 0,5 milhões de adultos chineses. Basu S, ed. PLoS Medicine. 2017;14(4):e1002279. doi:10.1371/journal.pmed.1002279.

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